Diário da Xana Bié – Ferroviário

Terraço giro! Em Santa Apolónia reabriu o bar do Clube Ferroviário, agora Ferroviário, com um terraço todo tropicalizado. Entrou na moda das gentes e não é para mais, é um local bem agradável de se estar, beber qualquer coisa, ver o pôr do sol, tem umas opções de cozinha Colombiana e eu até provei o hummus, bom!

Ferroviário – Lisboa
Ferroviário – Lisboa
nhamiii
À luta com uma palmeira

 

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Dica Express – Eau Thermale Avène

Eu não posso com calor! Chamem-me doida o que for, eu adoro o meu Inverno! Ok as férias merecem praia e boas temperaturas, mar faz falta, sol também, eu também gosto mas temperaturas infernais que é o que me parece que vem aí é que não!

A pensar nisso, o melhor amigo aqui da menina na praia ou no dia-a-dia é a água termal da Avène, uns borrifos para refrescar e hidratar a pele e somos outras(os)! E é muito bom para pele mais sensível ou irritada.

Eau Thermale Avène

 

Refresquem-se*

 

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Harper 100% Portuguesa

O nosso calçado está mesmo em altas e são muitas as marcas que aparecem com designs lindos e muita qualidade.

A Harper é uma marca Portuguesa, handmade! Harper 

Harper
Harper
Harper
Harper
Harper

 

Então vão lá ver.

 

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Calzedonia

O tempo para praia não está lá aquelas coisas maaaaaaas a coleção da Calzedonia deste ano é gira e alguns fatos de banho são personalizáveis com frases à nossa escolha e estão em saldos. Só falta o sol…

 

 

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Wish list

As toalhas da Futah são tão giras! Têm montes de cores e padrões, tamanho individual, grande, para crianças, ponchos e a que eu queeeero, redonda. Ainda sou uma resistente que não tem uma toalha redonda mas admito que gosto. Já tenho uma Futah rectangular mas esta ficou-me debaixo de olho.

Futah

A Futah é uma marca portuguesa  – Futah aqui

 

 

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Diário de uma esfomeada

As sextas costumam ser um dos dias em que se exagera no jantar, ou em casa, ou com amigos, com a família… Realmente quando a sexta diz “Olá” os nossos desejos gastronómicos que andaram a ser reprimidos a semana toda, aparecem cá com uma força (a quem não consegue ser assim tão disciplinada vá…eu).

Agora a pensar nisso a semana passada fiz uma bolonhesa de esparguete de courgette e soja para mim e para a minha mãe e estava a pensar que seria uma boa ideia já que ficou muito boooom!! Como eu já referi, tenho dificuldades nestas substituições e sempre bati um bocado o pé “não é a mesma coisa!!” surpreendeu-me…

A courgette ralei num ralador próprio para o efeito de “esparguetar” os legumes e vai à água a ferver (eu li 5 minutos mas consegui com que a primeira courgette ficasse em papa, então reduzi a segunda para ferver só 2 minutos e ficou ok). A soja tem de se passar por água para hidratar (cerca de 30g por pessoa), depois vai a ferver em água cerca de 5 minutos, escorregue-se e é tratada tal como se de carne picada se tratasse, refogado de cebola e alho, molho de tomate e orégãos. Finalizei com raspas de queijo grana padano e pronto. Ficou bonitinho e delicioso.

Boa Sexta!

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Diário da Xana Bié – Hiperidrose e a cirurgia

Já estiveram com, ou conhecem alguém que transpire imenso das mãos? Dos pés? Das axilas? Da face? E de todos estes pontos ao mesmo tempo?

Não é falta de higiene, não é descoro pessoal, é apenas o organismo diferente a fazer das suas. É uma transpiração excessiva em uma ou mais zonas do corpo, não é controlada, não se consegue travar nem com mil banhos num dia, não é próprio de pessoas encaloradas porque eu sou uma pessoa friorenta e mesmo com frio transpirava.

A hiperidrose não mata, não é maligna mas é uma doença socialmente complicada, ataca a qualidade de vida e baixa a auto-estima. É incompreendida muitas vezes, só quem lida de perto com alguém que tenha, sabe o que a pessoa passa, então se for generalizada como era o meu caso é o caos e nas mulheres é bastante pior, por causa da roupa, dos tons clarinhos, dos diferentes tecidos, das sandálias, de toda uma gama mais vasta de vestuário e acessórios que em princípio nós continuamos a usar mais que eles.

É uma doença que traz alguma vergonha, todos gostamos de estar no nosso melhor em qualquer situação e a hiperidrose pura e simplesmente maior parte das vezes não deixa, pensar que se vai transpirar já desencadeia todo um organismo e quanto mais se pensa nisso, quanto mais se tenta controlar mais ele descontrola. É às vezes desesperante, principalmente em casos realmente excessivos como o meu. Eu ganhava diariamente gotículas de suor na face, no nariz, à volta da boca, verão e alturas mais stressantes notava-se mais, era um constante limpar de que nada adiantava, maquilhagem nessas zonas desaparecia passado pouco tempo. Axilas, nada de cores, maioritariamente branco e preto e só usava outros tons mais claros no inverno porque a roupa é mais grossa, não se nota, isto indo da parte superior passando às calças, nada de tecidos finos nas calças porque as pernas ensopavam igualmente, então sentada pela altura do verão em cadeiras de plástico, pele ou napas, era para esquecer. Calçado, o pior de tudo, ainda por cima para quem adora calçado como eu, pode pensar-se que o bom calçado de pele é o melhor mas sandálias de pele são muitas vezes piores, a pele molhada escorrega, é preferível tecido que além de ajudar a secar, “agarra” o nosso pé ou sandálias que tenham em contacto com a sola do pé nobuck porque é um material que também ajuda a manter o pé no sítio, alpercatas definitivamente porque chinelos nem pensar, chinelos só mesmo em situações de curto espaço de tempo, eu caí algumas vezes quando estava optimista e tentava usar chinelos (do género hoje estou tranquila vai correr bem!), ou torcia o pé porque ele patinava por todo o lado e os meus pés ficavam inchados, molhados e vermelhos. Adoro saltos, sandálias de salto passaram a ser usadas só à noite e também era quando me permitia usar outras cores, maior parte dos sapatos ficam todos manchados se forem de cores mais claras e não é bonito de se ver, mesmo botas no inverno, muitas usadas um dia inteiro chegavam ao final do dia também elas manchadas porque transferia. Sabrinas foram durante um tempo a minha escolha principal para o dia-a-dia nos dias quentes mas até essas nos últimos tempos me saltavam dos pés. Comecei a usar ténis atrás de ténis e alpercatas, pelo verão inteiro. Mãos, era outro horror, tentar escrever sem molhar tudo, cumprimentar pessoas a tentar limpar a mão algures antes de a esticar, não conseguir abrir pacotes ou frascos, fazer trabalhos mais minuciosos, encharcar coisas que não devia, os danados dos smart touch que agora estão por todo o lado (estão a ver mãos húmidas a lidar com o assunto) coisas muito banais que só quem passa por isso dá grande valor.

Depois vem a outra parte, depois de todas as tentativas que fazemos para que não se note, (e novamente pior no meu caso excessivo), claro que se acabava por notar e como não é algo muito banal (e ainda bem) as pessoas reagiam sempre pela primeira vez com estranheza “estás a pingar das mãos…” ou “tens a cara ensopada”, lá teria eu de explicar o que se passava com a minha pessoa. E não é só demonstrada estranheza quando se deparam com este problema. Recentemente quando falei que teria de fazer a cirurgia a pessoas que não tinham ainda estado em contacto com o meu problema, ou por acaso eu até estava numa boa fase do dia quando estive em contacto com elas, não compreendem, “mas porque é que vais fazer a cirurgia? Eu também transpiro muito! Então quando faço exercício! E  não vou fazer nenhuma cirurgia!”, há muita gente que não conhece, não tem noção do que é transpirar normalmente porque o corpo precisa disso e o que é transpirar excessivamente, 24/24h. “Ah faz exercício isso ajuda de certeza, já não transpiras mais durante o resto do dia”, errado. Isto para dar uma ideia às pessoas que estão de fora deste problema, ele não tem controlo e é constante.

A hiperidrose pode acontecer em qualquer fase da vida, existem casos únicos em famílias, onde existe aquela única pessoa com aquela condição e que não se saiba da existência de mais ninguém com o mesmo problema e depois famílias em que existem mais casos.

Esta transpiração vem do excesso de atividade do nervo simpático que envia uma mensagem excessiva às nossas glândulas para arrefecer rapidamente o nosso organismo, daí ao encharcamento total é um pulinho. Alguns casos de hiperidrose começam na infância, outros aparecem  em alguma fase da vida por diversas razões. É realmente uma condição desesperante, um mau-estar constante, vergonha, muitas vezes tristeza e incompreensão porque não nos sentimos normais, nós não nos sentimos normais porque para nós sem razão aparente ou razão que desconhecemos, ficamos constantemente encharcados.

Usam-se pelo caminho da luta anti-transpirantes que prometem atenuar, muitos melhoram, alguns com resultados notórios mas no meu caso nada desse tipo de tratamentos resultou. Falei do assunto ao meu dermatologista, a solução dermatológica para além das várias marcas de anti-transpirantes existentes é o botox, que pode ser administrado nas axilas e nas mãos, o que o botox faz é que bloqueia o nervo perto das glândulas e impede o estimulo, o problema é que para uma transpiração generalizada como a minha era é um tratamento que não ia abranger todas as zonas problemáticas, dura cerca de 6 meses e seria para mim muito dispendioso, no entanto não é evasivo e resulta muito bem para pessoas que transpirem por exemplo só das axilas e das mãos. Para mim não seria a solução mais adequada.

No momento existe outro tipo de tratamento também para quem transpira unicamente das mãos, pés e axilas ,que é o laser. É a aplicação de uma corrente elétrica de baixa intensidade que induz a inação das glândulas e que muito sucesso tem tido com elevados resultados imediatos, são sessões de 15 minutos que têm de ser feitas semanalmente e depois de acordo com a necessidade do paciente e este tratamento existe na Clínica Liberty , foi exactamente essa clínica, não para esse tipo de tratamento mas para a cirurgia que me viria a dar o empurrão que eu precisava.

Nos últimos tempos o caso estava a tornar-se grave, estava a chegar ao ponto em que estava a desistir de fazer qualquer tipo de esforço para usar ou calçar o que quer que fosse que me desse o mínimo desconforto quanto ao assunto (ténis, preto, preto, preto), eu desesperava sem compreender porque é que num momento estava bem, a acordar e a sair do banho e no momento seguinte, por exemplo a secar o cabelo eu ficava encharcada da cabeça aos pés, comecei a entrar em desespero e sabia que tinha de recorrer à cirurgia. Há cerca de 2 anos fui ao hospital a uma consulta com um cirurgião cardiotorácico que muito admirado ficou com o meu caso, me tirou fotos, mandou-me fazer exames à tiróide (que até ao momento não se concluiu se terá algo a ver mas tem de ser vigiada) e eu estava pronta para marcar cirurgia e resolver o problema mas fiz mais uma vez mal e ouvi o que os outros diziam que nada percebem o que é passar por isto “tenta outra coisa, é uma cirurgia… tem os seus riscos”, fui burra. O facto é que foi piorando e piorando e apareceu esta clinica Liberty em que a minha mãe já farta de me ver a sofrer com a situação encontrou o anúncio na internet e marcou um diagnóstico. Eu fui, fica na Avenida da Liberdade em Lisboa e foi onde conheci o Dr. Javier Gallego que me fez o diagnostico e me explicou que no meu caso só mesmo a cirurgia porque um tratamento da clinica para mim, não seria viável, eu era uma fonte humana.

Saí da clinica e liguei à minha mãe que me deu literalmente a ordem “liga já para o hospital e marca consulta com o Dr. Javier e não deixes arrastar mais!”, foi o que fiz, liguei para a assistente do Dr. Javier e marquei consulta com ele no hospital onde ele estaria nessa semana, penso que para o dia imediatamente a seguir, o site onde está tudo explicado e para onde devem ligar caso tenham o mesmo interesse é para a Unidade de hiperidrose e rubor facial. Falei com o Dr., decidi nesse mesmo dia que a cirurgia teria de ser o quanto antes e ele também me disse que tinha realmente de acabar com esta doença (porque é uma doença), ele passou-me as análises necessárias para eu fazer e o raio-x ao tórax para saber se estaria tudo bem e marcamos a cirurgia para daí a 2 semanas. Realizei os exames pedidos e uma semana antes da cirurgia somos contactados pelo hospital para marcar a consulta de anestesia, onde mostramos os exames à médica anestesista e esclarecemos algum tipo de dúvidas sobre os procedimentos.

No dia D, lá fui eu, fui nervosa, nervosa, afinal é uma cirurgia. Fui com os meus pais, preparei-me, o Dr. tinha pedido um dia de internamento, eu pensava que iria ficar uma noite no hospital, levei o necessário para isso, entretanto a enfermeira trouxe o “equipamento” para o  quarto, bata, roupa interior… deitei-me na cama e levaram-me. A cirurgia é rápida, ainda no quarto tomei um calmante dado pela enfermeira para ficar mais calma, mais tarde já perto da sala cirúrgica foi-me administrada a anestesia geral e só acordei meio atordoada já operada, penso que umas 2 a 3 horinhas depois, na sala de recobro onde esperaram que ficasse realmente desperta para me levarem novamente para o meu quarto.

Existem duas diferenças neste tipo de cirurgias, uma modalidade desta simpatectomia torácica superior bilateral, é que é feita a incisão por baixo das axilas e o nervo simpático que dá todas estas ordens excessivas para as glândulas formarem suor, é cortado, ou como foi o meu caso, é só comprimido através de clips de titânio. 

Dores assim que acordei não senti, só uma impressão na zona das axilas e claro, não podia mexer muito os braços, são dois cortes ainda que pequenos por baixo de cada axila. No quarto fiquei deitada ainda algum tempo até ter ordem para poder comer novamente e entretanto, fui sendo vigiada, aconselhada a sentar-me e ir vendo quando estaria bem e sem baixas de tensão, tudo lentamente até perto do final da tarde o médico passar para me dar alta e  enfermeiro responsável, igualmente.

Cuidados são nos primeiros 3 dias não fazer esforços, não levantar nada pesado, ter algum cuidado. O Dr. disse-me que no 4º/5º dia poderia suar mas que passaria, devendo-se a uma descarga do organismo, o que ainda não aconteceu e já vou no 5º dia. Hoje mudei os pensos e quarta tenho consulta, pensando eu que seja para ser vista e retirar os pontos. Não é doloroso, só incomodativo, nos primeiros dois dias dormir é complicado porque às vezes dói um bocado dependendo da posição ou do esforço que fazemos para nos concertarmos na cama ou levantar mas de resto dia-a-dia não fazendo esforços, não dói.

O paraíso! As mãos e os pés, corpo em geral, secos!! O meu corpo vai transpirar noutras zonas porque o corpo precisa de transpirar, é normal, talvez nas costas ou peito, até agora como tenho estado de repouso com mimos da família, não tenho transpirado, irei ver quando voltar ao dia-a-dia ou em situações de stress mas por enquanto tudo ok, é só o paraíso. Tenho a dizer que adorei o Dr. Javier é uma pessoa meiga e atenciosa. Até agora depois de tudo o que passei com esta minha condição não poderia aconselhar mais quem passa pelo mesmo. Vão a uma consulta, informem-se, não deixem andar como eu, vale muito pela nossa qualidade de vida e até pela saúde mental, que é coisa ás vezes de nos deixar tontinhos e com os nervos à flor da pele (e qual é a resposta do organismo nesses casos? Toma lá mais suor só por causa das tosses!).

Actualizando 

Já lá vão 2 semanas desde a cirurgia, depois dos 3 dias em que o conselho é de esforços absolutamente nenhuns, voltar realmente a fazer grandes esforços como exercício físico só passado 1 semana e meia, já voltei a fazer e por enquanto está tudo bem. A consulta foi mesmo para tirar os pontos, eu ia cheia de medo, nunca tinha levado pontos na vida e não sabia se tirar iria doer, não doeu e os pontos são tão pequeninos que foi muito rápido, daí a 3 dias pude tirar os pensos e tomar banho sem cuidados extra na zona. Ainda me sinto sensível da zona do peito, algumas pontadas aqui e ali mas vou retornar ao médico só para ver se estará tudo bem. Transpiração continuo sem a ver, a fazer exercício claro transpiro o que normalmente se transpira das axilas, costas, testa, pernas mas mãos e pés, nadinha. Algo com que fiquei muito feliz é que li testemunhos e existem pessoas conhecidas que também passaram pela cirurgia e dizem que deixaram de transpirar das mãos mas infelizmente continuaram a suar dos pés. Eu já estava preparada psicologicamente para que isso me acontecesse, não transpiro nem uma gotinha dos pés, estou felicíssima! Entretanto já tive algumas situações (se bem que não era necessário grandes situações de stress para que isto acontecesse, acontecia em casa por exemplo, de repente parecia que tinha tomado banho) mais puxadas para mim e não tenho de me estar sempre a preocupar em esconder as mãos, a limpar-me e no meio a atrapalhar-me com o que estou a dizer porque estava sempre muito concentrada nisso, escrever sem medos de molhar tudo é muito bom, na felicidade comprei uns sapatos azuis clarinhos (eu já tinha desistido desses tons) e passei o dia impecável neles. É simplesmente um alívio.

Espero que este testemunho ajude quem esteja a passar pelo mesmo*

1 Beijoca*