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28 nov

Sobre o Divórcio

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Apesar das estatísticas virem provar que os divórcios estão a diminuir, a verdade é que são o prato do dia. 

Eu com os meus 29 anos faço parte da estatística, não era para ser (nunca é), há 3/4 anos, estava bem longe do meu imaginário.

Comecei este blog para partilhar algumas das minhas coisas, dos trapinhos, das viagens, das dicas, do que gosto, partes da minha vida e quando o comecei, o primeiro post, foi sobre o meu casamento, o meu dia, as dicas, como correu… Não durou muito mas o dia correu muito bem :D

Há uns dias pensei, se eu partilhei o meu casamento, porque é que não haverei de falar sobre o meu divórcio? Existem tantas pessoas a passar pelo mesmo e eu na altura talvez tivesse agradecido, ler alguma coisa do género.

Casar não é só para ser bonito ou porque se quer festa, casamos porque gostamos da outra pessoa e nos imaginamos a construir uma vida a dois. Prometemos ali viver um para o outro e a partilhar-nos de coração. Nem sempre acaba bem, como é o caso mas a vida não é linear e também não se fecha ali, há muita felicidade para ser encontrada pela frente.

Eu namorei 8 anos, aqui por Lisboa dizem-me que é muito hábito das terras mais pequenas, quem vem estudar para cá, normalmente já vem com dono(a) e realmente é verdade, gente de cá maioritariamente arranjaram namoros já na universidade.

Comecei a namorar cedo, não digo que seja mau ou bom porque muitos dizem que começar a namorar cedo é uma grande asneira, perde-se muita coooisa, não se tem aqueles anos da juventude… por aí. Não é uma coisa que se programe, “Olha espera lá, gostamos um do outro mas vamos meter isto em standby, curtir a vida e daqui a uns anos combinamos melhor” ahah, era giro. Se gostamos da pessoa, ganha-se muita coisa, passa a ser o melhor amigo e é bom. Eu fui muito feliz no meu namoro, crescemos juntos, amadurecemos juntos, passamos por algumas coisas, fomos o braço direito um do outro e depois quis o destino que não aguentássemos, 1 ano casados, a 1 semana de fazermos 1 ano de casados as coisas romperam (a minha vida é irónica) e nós até já tínhamos tido um ano de estágio a viver juntos mas as coisas são como são, não existem fórmulas secretas.

Eu separei-me a gostar dele e por isso esta partilha, porque eu sei que dói, porque se sofre horrores, perde-se o chão, existem alturas que até custa respirar e sentimos-nos um fracasso (então isto não era para ajudar?) São dias terríveis não vou mentir, é uma coisa que nem conseguimos acreditar que está a acontecer “Isto é um sonho mau, vou mandar aqui umas estaladas a mim mesma que já acordo!”

Tornámos-nos incompatíveis talvez, começámos a caminhar por caminhos paralelos, por muito que eu tentasse puxar a corda, ela só esticava e partiu, porque já a sofrermos (sofrem os dois), chega a uma altura em que temos de olhar para nós mesmos, para a nossa saúde mental e pensarmos “O que é que tu estás a fazer a ti mesma?”. E o “já não dá” dos dois veio, eu feita num autentico trapo, emagreci, chorei, pensei que houvesse volta a dar, imaginei que fosse passageiro, só uma crise mas não foi. A corda partiu mesmo e já não havia nó de marinheiro que a voltasse a juntar, assinámos o divórcio e cada um seguiu com a sua vida.

O maior amor que tive foi da minha família e dos meus amigos, é o melhor que temos, até aqueles amigos, que durante anos estamos afastados, por termos vidas diferentes porque acontece, esses voltaram a mim e eu a eles e é tão bom, sabermos que há tanta gente que gosta de nós e que está ali, perto do abismo são essas pessoas que nos puxam para trás e nos abanam “Então estás parva? Isto não é o fim do mundo em cuecas mulher!”

E começamos a recuperar, pedacinho a pedacinho, não vale ficarmos sozinhos se for para nos martirizarmos e estar sempre a pensar no mesmo, assim somos cruéis connosco, de alguma maneira estando com os nossos, são momentos em que esquecemos um pouco o que se está a passar e ainda conseguimos dar uns sorrisos mesmo que amarelos e alinhar nalgumas parvoíces que se vão dizendo, é a melhor terapia.

É ouvir um “vamos?” e nós vamos! É receber um convite “Anda cá jantar” e nós pomo-nos logo a caminho sem pensar 2 vezes! É escutar uma sugestão “Muda o penteado, usa isto, experimenta aquilo, muda alguma coisa em casa” e nós “porque não?”. Essas pequenas mudanças, acreditem, ajudam muito porque nos fazem cuidar de nós, olhar para nós, encarar o espelho…

Eu aderi ao alisamento habituei-me até agora, grande vício! Entrei na onda da extensão de pestanas mas entretanto abandonei, não tinha muita paciência para as manutenções, fiz a operação a laser, algo que já queria há muitos anos, mudei o meu estilo, não por plano mas porque de repente, deixei de achar assim tanta graça ao “super princesa com super detalhes diferentes” e passei a ser mais sóbria (ainda invento :D) e menos menina.

A maior sorte do mundo é que ainda casada, já me tinha inscrito no curso de consultoria de imagem e de coaching, que iriam começar poucos dias depois de me divorciar e eu fui! E ajudou-me tanto, conheci pessoas queridas, gente que tinha passado pelo mesmo há pouco, que me mostrou a forma de encarar, que também me arrancou de casa, que me fez deixar de ter medo de conduzir mesmo à noite, me mostrou melhor Lisboa, fez-me entender que eu preciso acima de tudo de mim e ainda por cima estava a aprender algo que realmente gostava.

Passaram-se alguns meses e todos os dias nós acordamos melhores, melhor com a vida, melhor connosco, melhor com o mundo, a auto-estima vai elevando, vamos curando, é o processo.

E depois, já com os bocadinhos todos colados, esta menina resolveu fazer asneirada novamente!!

Eu estava a sentir-me sarada mas tinha estado com alguém tantos anos, de alguma maneira, continuava carente e veio o passo em falso, nova relação, não durou um ano, não foi um mar de rosas em tão pouco tempo, incompatíveis a sério que devíamos ter recebido uma medalha! Não nos entendíamos nem a pedir por favor mas eu ainda teimei até onde pude, até que cheguei àquela “Então pah!? Já não tinhas aprendido?”. E acabou. Desta vez, claro, foi menos doloroso, foi muito desgaste em tão pouco tempo, devo ter sentido de certa forma alivio e ele também e talvez na realidade não gostávamos assim tanto um do outro. NÃO DECIDAM NADA COM A CARÊNCIA!

Isto para mostrar que às vezes se volta a cair e a fazer asneiras mas vamos aprendendo e seguindo, é para isso que essas pedras cá estão, para nos ensinar. Eu não sou mais a menina que se divorciou, nem a menina do namoro seguinte, tudo isso me fez mais mulher. Sou a mesma tonta de sorriso fácil, cabeça na lua, romântica, que gosta de mimos (se nós não deixarmos, não nos conseguem avariar) mas sou diferente, aprendi a dizer “não”, a impor-me, a deixar de ouvir tanto as opiniões dos outros, a não ser que eu peça, se eu não pedir, por favor falem do tempo ;)

Abri-me mais para o mundo, deixei de ter medo e receio de tanta coisa, acho que me tornei  mais aventureira e mais “Bora lá!”. Virão aí mais tempos complicados, mais más decisões, mais pedras, talvez outro “apontar de dedo podre” (oh Deus livra-me ahah) mas aprendemos e ultrapassamos, molda-nos, basta não nos fecharmos ou perdermos a esperança, se não tornamos-nos uns velhos chatos :)

Há tanto pela frente, tanta gente, tantos amores possíveis, tanto que nos podemos mimar a nós mesmos que não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Por enquanto estou sozinha, a aprender, a crescer, a divertir-me, faz bem e tenho-me sentido bem, o resto o destino decidirá.

Sarem, respirem fundo, não pensem que aquele(a) “vai ser sempre, homem ou mulher, o amor para a vida”, o amor das nossas vidas somos nós e quando forem, os nossos filhos mas sempre nós e quando nos pusermos em primeiro, é bem provável que umas das possíveis almas gémeas, dos contos “E viveram felizes para sempre”, apareça ali ao virar da esquina, quando menos esperamos.

 

Sejam Felizes*

KissKiss

21 nov

O que é que eu trago na mala

Eu costumo ter um péssimo hábito, penso que quase todas as mulheres o têm mas esta menina exagera a levar a casa atrás, dentro da mala. Quando troco de mala lá faço uma pequena selecção e a dita fica mais leve mas passado uns dias volta o caos, entre coisinhas que vou atirando lá para dentro, moedas nos bolsos laterais (que pesam) e outros tantos itens, às vezes a minha mala é um autêntico halter e as costas é que pagam. 

"Look in my purse she said, you will find it she said" Pinterest

“Look in my purse she said, you will find it she said”
Pinterest

Desta vez para este post a coisa até nem estava muito ruim, acreditem costuma ser pior, tirando uma curiosidade que nem eu me tinha apercebido mas vejamos:

Esta é a mala que estou a usar presentemente - Liu.Jo

Esta é a mala que estou a usar presentemente – Liu.Jo

Também costumo trocar de carteira conforme o tamanho da mala mas esta tem sido a mais usada e também precisa de uma selecção, está grávida! E muito se deve às carradas de cartões de cliente de várias lojas - Michael Kors

Também costumo trocar de carteira conforme o tamanho da mala mas esta tem sido a mais usada e também precisa de uma selecção, está grávida! E muito se deve às carradas de cartões de cliente de várias lojas – Michael Kors

Sim... esta menina tem muitos cartões de cliente e de descontos :D

Sim… esta menina tem muitos cartões de cliente e de descontos :D

Tenho esta bolsinha só para documentos

Tenho esta bolsinha só para documentos – Furla

E depois vem a mais pesada, a bolsa do "pode fazer falta" E nesta está a curiosidade, eu tinha só 7 batons lá dentro. Para quê? Não sei... Se a minha mãe ler isto vai revirar os olhos :D

E depois vem a mais pesada, a bolsa do “pode fazer falta” E nesta está a curiosidade, eu tinha só 8 batons lá dentro. Para quê? Não sei… Se a minha mãe ler isto vai revirar os olhos :D – Furla

Entre comprimidos que possam dar jeito, mini bisnaga de protector solar e mini amostra de perfume, segue o seguinte: 

O meu batom preferido, à prova de água mantém-se muitas horas, é à prova de bala e não fica ressequido ou estala como a maioria dos batons à prova de água porque trás um gloss para irmos colocando. É aquele que uso mais e dá muito jeito quando se vai dar uma volta à noite, nunca sai - Mac Lasting Lust

O meu batom preferido, à prova de água mantém-se muitas horas, é à prova de bala e não fica ressequido ou estala como a maioria dos batons à prova de água porque trás um gloss para irmos colocando. É aquele que uso mais e dá muito jeito quando se vai dar uma volta à noite, nunca sai – Mac Lasting Lust

A seguir vem o segundo preferido, idêntico ao da Mac mas em rosa, à prova de água e com o gloss - Make Up For Ever Aqua Rouge

A seguir vem o segundo preferido, idêntico ao da Mac mas em rosa, à prova de água e com o gloss – Make Up For Ever Aqua Rouge

Este é um rosinha muito discreto e muito cremoso, com um brilho subtil - Yves Saint Laurent Volupté sheer candy

Este é um rosinha muito discreto e muito cremoso, com um brilho subtil – Yves Saint Laurent Volupté sheer candy

Outro muito cremoso também mas em tom nude, adoro! - Estée Lauder Pure Color Envy

Outro muito cremoso também mas em tom nude, adoro! – Estée Lauder Pure Color Envy

Este é um rosa forte, é muito barbie think pink e vivo! - Christian Dior Rouge Dior Darling

Este é um rosa forte, é muito barbie think pink e vivo! – Christian Dior Rouge Dior Darling

Este é laranjinha mas subtil - Mac Vegas Volt

Este é laranjinha mas subtil – Mac Vegas Volt

Batom liquido, rosa velho - Lancôme

Batom liquido, rosa velho – Lancôme

Batom nude mais forte - Bourjois rouge edition 12h

Batom nude mais forte – Bourjois rouge edition 12h

Como é que é possível transportar 8 batons sem me aperceber!? Algo de muito errado se passa comigo :D No entanto quase passou de um post sobre o que trago na minha mala, para um de beleza.

Máscara - Christian Dior Dior Show Extase

Máscara – Christian Dior Dior Show Extase

A minha caneta - Swarovski

A minha caneta – Swarovski

Cabide para as malas quando vamos a locais onde não temos forma de as colocar - Não me recordo onde o adquiri

Cabide para as malas quando vamos a locais onde não temos forma de as colocar – Não me recordo onde o adquiri

Espelho - Accessorize

Espelho – Accessorize

O meu Homer Simpson Pen

O meu Homer Simpson Pen

E para finalizar as chaves do carro - porta-chaves Tous - e todas as outras chaves necessárias - Porta-chaves Furla

E para finalizar as chaves do carro – porta-chaves Tous – e todas as outras chaves necessárias – Porta-chaves Furla

E é isto, não fossem os 8 batons e eu até diria que nesta altura estava muito bem, sem talões, pacotes de lenços, pastilhas, isqueiros, ganchos do cabelo. Neste momento até está muito decente, talvez porque tenha trocado ontem ahah

Bem vou arrumar isto…

KissKiss

 

 

 

 

18 nov

5 coisas que eu faço e podem ser consideradas estranhas

Assim de passagem pelas minhas pesquisas na net, apareceu-me à frente, “5 coisas ou hábitos que podem ser considerados estranhos”. 

E eu pensei… “o que é que eu farei assim de estranho que já tenham notado…?”. Assim de repente só me lembrei destas mas devem existir outras coisas estranhas em mim que eu acharei muito normais e alguém fique a olhar com cara de “what?” :D

pinterest

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Ora bem:

1º – Desde pequena que gosto de comer, massa crua e farinha… Esta última às colheres!! Eu adorava pôr farinha num pratinho e ir comer ás colheres, para a frente da tv ou roer massa crua (pobres dentes). A minha família sempre achou muito estranho. Confesso que continuo a gostar mas pronto já ganhei mais juízo (não muito).

2º- Desenhar sapatos em tudo quanto era espacinho livre nos meus livros escolares ou cadernos, quase todos iguais, da mesma forma e com o mesmo salto, ainda hoje desenho muitos, ouvi muitas vezes perguntar “mas porque raio é que tens sapatos desenhados em tudo quanto é lado?”

3º – Haverá provavelmente muita gente a fazer isto mas eu tenho o hábito de não misturar os alimentos do prato quando como (a não ser que seja uma coisa que não se consiga dividir). Primeiro como uma coisa, depois como outra e assim por diante até acabar, já estou melhor e já faço junções mas também notaram muitas vezes nisso “comes uma coisa de cada vez??”.

4º – Não sei se será muito estranho mas já ouvi muitos ” ‘ca noooojo! Ainda se juntasses açúcar nisso!”. Para além de molhar o pão no azeite que isso sim muita gente gosta, eu adoro torradas cheias de azeite mas quando digo cheias, é mesmo literalmente a boiar. Eu sou uma fã de azeite, não fosse a minha terra um dos locais onde se arranja dele muito bom. A manteiga a mim não me diz grande coisa, quando penso em torradas, penso em litros de azeite!

5º – Hábito de criança que vem da altura em que adormecia ao colo do meu pai, fazer cócegas com os dedos na camisa dele, é uma coisa que não me largou, que faço diariamente em qualquer tipo de material, para além do tecido, desde que provoquem aquelas cócegas fininhas nos dedos ou nas palmas das mãos. Isso já é mais estranho :D imaginem-se a falar com uma pessoa que está sempre a fazer festinhas ou na camisa, ou nos forros dos casacos, em lenços… É o que eu encontrar que dê e é tão natural para mim que nem dou conta, até me perguntarem “o que é que estás a fazer??”.

E é isto, não me veio à cabeça outro tipo de esquisitices e ainda bem, :) lembrei-me destas que foram sempre coisas que me comentaram. 

KissKiss